Cr nicas
UM MILAGRE CHAMADO SOLIDARIEDADE
No meio da tragédia representada pelas chuvas que castigam o país, vale ver que o brasileiro ainda é capaz de gestos largos, desprendidos e profundamente humanos.
Ao contrário da demagogia dos políticos que de panetone ao terremoto do Haiti usam tudo para enganar o próximo, o cidadão comum, anônimo e sem querer câmara ou alarde, na hora do aperto está ali, colocando a própria vida em risco para auxiliar o próximo.
É belo ver as cenas gravadas por câmaras amadoras, mostrando estas pessoas se atirar na correnteza infernal da rua transformada em rio para ajudar uma mulher presa dentro do carro, outra arrastada pela enxurrada, ou retirar uma criança que ficou presa dentro da casa ameaçada de desmoronamento.
Nenhum espera vantagem. A ação, humana, encontra respaldo na história da espécie, na solidariedade atávica que permitia ao grupo e seus integrantes evoluírem e melhorar suas condições de vida.
Ver o sorriso abrindo a expressão até ali marcada pela angustia, pela dor e pelo sofrimento nos faz sentir melhor, nos faz parte de uma espécie única, que no momento de maior risco, no instante da grande ameaça, se une, se funde numa massa sólida, disposta a não entregar os pontos, a não se deixar vencer pela adversidade.
E o elogio vale para os bombeiros e policias que se arriscam por dever de ofício, mas que nem por isso deixam de fazer sua parte, com abnegação, dedicação e o orgulho do dever cumprido.
Ainda bem que este é o Brasil verdadeiro. É do fundo dele, que vamos arrancar um país melhor.
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No meio da tragédia representada pelas chuvas que castigam o país, vale ver que o brasileiro ainda é capaz de gestos largos, desprendidos e profundamente humanos.
Ao contrário da demagogia dos políticos que de panetone ao terremoto do Haiti usam tudo para enganar o próximo, o cidadão comum, anônimo e sem querer câmara ou alarde, na hora do aperto está ali, colocando a própria vida em risco para auxiliar o próximo.
É belo ver as cenas gravadas por câmaras amadoras, mostrando estas pessoas se atirar na correnteza infernal da rua transformada em rio para ajudar uma mulher presa dentro do carro, outra arrastada pela enxurrada, ou retirar uma criança que ficou presa dentro da casa ameaçada de desmoronamento.
Nenhum espera vantagem. A ação, humana, encontra respaldo na história da espécie, na solidariedade atávica que permitia ao grupo e seus integrantes evoluírem e melhorar suas condições de vida.
Ver o sorriso abrindo a expressão até ali marcada pela angustia, pela dor e pelo sofrimento nos faz sentir melhor, nos faz parte de uma espécie única, que no momento de maior risco, no instante da grande ameaça, se une, se funde numa massa sólida, disposta a não entregar os pontos, a não se deixar vencer pela adversidade.
E o elogio vale para os bombeiros e policias que se arriscam por dever de ofício, mas que nem por isso deixam de fazer sua parte, com abnegação, dedicação e o orgulho do dever cumprido.
Ainda bem que este é o Brasil verdadeiro. É do fundo dele, que vamos arrancar um país melhor.
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