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1/3 SÃO MULHERES

Estatística publicada pelo Estadão dá conta que um terço das pessoas flagradas dirigindo embriagadas pelas blitz feitas em São Paulo são mulheres. Como não poderia deixar de ser, a maioria com menos de 30 anos de idade.

O dado apavorante é que, dentro do crescimento da importância das mulheres no universo social, elas ainda compareçam com apenas um terço do total deste tipo de infração.

Pela lógica, baseada no medo evidente que os homens, atualmente, sentem das mulheres, o resultado deveria mostrar um percentual maior.

De qualquer forma, toda estatística permite mais de uma leitura, cada uma com viés próprio. Afinal a função básica das estatísticas é justificar uma posição, seja ela qual for, a favor ou contra.

Uma feminista radical diria: Me aguardem, se em um ano já somos um terço, vocês verão onde as mulheres estarão daqui a cinco.

Um executivo de fabricante de bebida alcoólica comemoraria o crescimento do setor, pela chegada de milhões de mulheres que não bebiam e que começam a beber.

Alguém de uma liga da temperança ou de um movimento de combate às bebidas alcoólicas ficaria desanimado, mas só num primeiro momento, já que em seguida veria a coisa pelo outro lado, com as centenas de milhares de pessoas potencialmente trabalháveis.

Boa parte dos homens veria o índice como uma competição desleal, porque como boa parte das mulheres é bonita, os policiais as deixam ir embora, mesmo pegas pelo bafômetro.

Tanto faz a explicação, o importante é ter claro que as blitz estão aí, pegam as pessoas e geram estatísticas.

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