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A GANGUE DO RODINHO

De acordo com a própria polícia, ela sabe que a gangue do rodinho tem atacado na região de Pinheiros. Que o cruzamento mais usado é o da Henrique Schauman com a Rebouças, que na cola vêm o da Henrique Shauman com a Teodoro Sampaio e perto, mas um pouco mais atrás, o da Oscar Freire com a Rebouças.

Quer dizer, o terreno está mapeado. As informações estão colhidas e analisadas. A polícia sabe onde o grupo ataca, como faz e a que horas faz. Mas curiosamente, ela não faz a sua parte. Ou faz muito menos do que deve, pelo menos na visão do cidadão, também conhecido como vítima.

Se a polícia sabe do risco de se parar com um carro próximo do cruzamento da Rebouças com a Henrique Shauman, por que não deixa uma viatura no pedaço, 24 horas por dia?

Ou será que os estrategistas da corporação imaginam que os assaltantes respeitarão o horário do rancho do policial?

Não adianta a polícia enviar uma viatura algumas horas por dia. Qualquer pessoa que queira não encontrá-la passará pelo pedaço quinze minutos depois que ela se for.

De outro lado, é sabido que a prevenção é a melhor forma de se combater a criminalidade. Que é muito mais eficiente policiar do que investigar. Ainda mais no Brasil, onde apenas um número ridículo de ocorrências acabam bem, ou seja, com o bandido na cadeia e o patrimônio subtraído devolvido ao legítimo proprietário.

Num país no qual bandido não fica preso, ou porque não é preso ou porque a justiça manda soltar, a única solução para diminuir a criminalidade é evitar que o crime aconteça. E aí estar ostensivamente presente é a melhor solução. E o bandido sabe disso.

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