Cr nicas
DO BRIOCHE AO PANETONE
Diz a mitologia que na origem da Revolução Francesa estaria uma frase da rainha. Ao lhe contarem que o povo não tinha pão, Maria Antonieta, horrorizada, perguntou: “mas por que não comem brioches?”
A consequência direta da infeliz observação foi sua majestade, passado algum tempo, literalmente, perder a cabeça.
Pouco mais de duzentos anos depois, o governador do Distrito Federal, tomado do mesmo ardor patriótico que levou a rainha da França a pensar nos brioches como solução para a fome do povo de Paris, retomou o tema, avançando com a idéia original para um patamar jamais imaginado pela infeliz Maria Antonieta.
E o que é melhor: sem correr os riscos de perder a cabeça, pelo menos no sentido exato do termo.
Há quem diga que o nobre governador já havia perdido a cabeça, mas de forma figurada. Que forças ocultas o haviam presenteado com uma mosca azul e que ele fora picado durante um ano inteiro, perdendo por isso o senso ético indispensável para discernir o certo do errado. Ou o ganho honestamente do advindo da mais sórdida bandalheira.
Há também os que defendem S. Exa., dizendo que sua posição transparente desde o início do escândalo, não deixa margem para qualquer discussão a respeito dos nobres motivos que o levaram a pensar em panetones como solução para a fome dos mais necessitados.
Como eu não conheço os detalhes dos fatos, a não ser pela imprensa, que o presidente da república diz que nem sempre retrata os fatos como eles deveriam ser retratados, me abstenho de comentar. Digo apenas: Não esqueçam o panetone. Nesta fase de Brasil grande, ele pode ser o complemento ideal para o Bolsa Família.
Voltar
Diz a mitologia que na origem da Revolução Francesa estaria uma frase da rainha. Ao lhe contarem que o povo não tinha pão, Maria Antonieta, horrorizada, perguntou: “mas por que não comem brioches?”
A consequência direta da infeliz observação foi sua majestade, passado algum tempo, literalmente, perder a cabeça.
Pouco mais de duzentos anos depois, o governador do Distrito Federal, tomado do mesmo ardor patriótico que levou a rainha da França a pensar nos brioches como solução para a fome do povo de Paris, retomou o tema, avançando com a idéia original para um patamar jamais imaginado pela infeliz Maria Antonieta.
E o que é melhor: sem correr os riscos de perder a cabeça, pelo menos no sentido exato do termo.
Há quem diga que o nobre governador já havia perdido a cabeça, mas de forma figurada. Que forças ocultas o haviam presenteado com uma mosca azul e que ele fora picado durante um ano inteiro, perdendo por isso o senso ético indispensável para discernir o certo do errado. Ou o ganho honestamente do advindo da mais sórdida bandalheira.
Há também os que defendem S. Exa., dizendo que sua posição transparente desde o início do escândalo, não deixa margem para qualquer discussão a respeito dos nobres motivos que o levaram a pensar em panetones como solução para a fome dos mais necessitados.
Como eu não conheço os detalhes dos fatos, a não ser pela imprensa, que o presidente da república diz que nem sempre retrata os fatos como eles deveriam ser retratados, me abstenho de comentar. Digo apenas: Não esqueçam o panetone. Nesta fase de Brasil grande, ele pode ser o complemento ideal para o Bolsa Família.
Voltar
