Cr nicas
UM ASSASSINATO PARA REFLEXÃO
Todo assassinato é brutal. O ato de tirar a vida de um semelhante seria algo anti-natural, não fosse presença constante na aventura humana. Desde a mais remota antiguidade, o homem mata o homem, pelas mais diferentes razões, justificáveis ou não.
Mas o que dizer de um assassinato cometido pelo segurança de uma padaria que vive de atender os fregueses, dando-lhes, teoricamente, a segurança que se espera de um estabelecimento desta natureza?
O crime acontecido em Higienópolis, no Natal passado, joga na mesa uma série de questões que merecem reflexão.
Em primeiro lugar, na noite anterior já havia acontecido uma discussão pesada entre o futuro assassino e freqüentadoras da padaria, entre elas a irmã da vítima.
Em segundo lugar, tanto faz a versão apresentada para o que aconteceu na noite anterior e no dia do crime.
O que vale é a terceira consideração, esta sem dúvida a mais importante de todas.
Qual o preço da vida humana? E a resposta é: depende. Com a agravante de que a cada dia que passa com certeza o preço tem caído.
Se, filosoficamente, a vida é algo a ser preservado, praticamente, nas favelas do mundo, ou nos rincões mais pobres de qualquer nação a realidade é outra. E a vida humana acaba naturalmente na ponta de uma faca ou numa bala, sem causar remorso.
Então, vem a derradeira colocação. Qual o critério ideal para contratar funcionários que tenham contato com o público e que de alguma forma possam se sentir autoridade, sem estar preparado para a função? Será que exames psicológicos seriam suficientes? E eles são feitos?
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Todo assassinato é brutal. O ato de tirar a vida de um semelhante seria algo anti-natural, não fosse presença constante na aventura humana. Desde a mais remota antiguidade, o homem mata o homem, pelas mais diferentes razões, justificáveis ou não.
Mas o que dizer de um assassinato cometido pelo segurança de uma padaria que vive de atender os fregueses, dando-lhes, teoricamente, a segurança que se espera de um estabelecimento desta natureza?
O crime acontecido em Higienópolis, no Natal passado, joga na mesa uma série de questões que merecem reflexão.
Em primeiro lugar, na noite anterior já havia acontecido uma discussão pesada entre o futuro assassino e freqüentadoras da padaria, entre elas a irmã da vítima.
Em segundo lugar, tanto faz a versão apresentada para o que aconteceu na noite anterior e no dia do crime.
O que vale é a terceira consideração, esta sem dúvida a mais importante de todas.
Qual o preço da vida humana? E a resposta é: depende. Com a agravante de que a cada dia que passa com certeza o preço tem caído.
Se, filosoficamente, a vida é algo a ser preservado, praticamente, nas favelas do mundo, ou nos rincões mais pobres de qualquer nação a realidade é outra. E a vida humana acaba naturalmente na ponta de uma faca ou numa bala, sem causar remorso.
Então, vem a derradeira colocação. Qual o critério ideal para contratar funcionários que tenham contato com o público e que de alguma forma possam se sentir autoridade, sem estar preparado para a função? Será que exames psicológicos seriam suficientes? E eles são feitos?
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