Cr nicas
UM JOSÉ QUALQUER
José poderia ser Pedro, Paulo, Luiz, Antonio, Simão. Poderia ser apenas José, não faz diferença, porque José é mais um morador da cidade de São Paulo.
Mais um sádico/masoquista inveterado, apaixonado pela metrópole e que odeia muito do que tem por aqui.
Tanto faz, José vive, respira, acorda e adormece São Paulo.
Sua vida em outra parte não teria sentido. Nem ele iria querer. José é parte de São Paulo. Uma das engrenagens mínimas que somadas fazem o transito não andar, o céu ser cinza, o céu ser azul, e as ruas ficarem entupidas de gente, dia e noite.
José, João, Luiz, Antonio, Washington, Wanderlei, Rochester, Mariazinha, Cláudia, Xica, Christina, Marina, Simone, não importa o nome, todos somados são milhões de pessoas vivendo num espaço urbano enorme, num país maior ainda.
É gente nascida aqui e vinda de todas as partes. De aquém e além mar. Do interior, de outras capitais, do lado de lá da lua cheia.
Todos vivendo e morrendo aqui. Com ódio no coração, mas sem querer ir embora. Criando família.
São Paulo hipnotiza, atrai feito imã, corrompe, faz esquecer as lembranças, deixar pra trás o passado, querer o amanhã com a sede do náufrago cercado de mar.
José corre. José para. Outro José passa ao seu lado. Ele abaixa os olhos, depois olha, mas quando o xará já passou.
O medo é parte da vida. A violência corre solta em todas as quebradas, e fora delas. Mas tocamos em frente, de cabeça erguida, contentes de vivermos aqui.
Voltar
José poderia ser Pedro, Paulo, Luiz, Antonio, Simão. Poderia ser apenas José, não faz diferença, porque José é mais um morador da cidade de São Paulo.
Mais um sádico/masoquista inveterado, apaixonado pela metrópole e que odeia muito do que tem por aqui.
Tanto faz, José vive, respira, acorda e adormece São Paulo.
Sua vida em outra parte não teria sentido. Nem ele iria querer. José é parte de São Paulo. Uma das engrenagens mínimas que somadas fazem o transito não andar, o céu ser cinza, o céu ser azul, e as ruas ficarem entupidas de gente, dia e noite.
José, João, Luiz, Antonio, Washington, Wanderlei, Rochester, Mariazinha, Cláudia, Xica, Christina, Marina, Simone, não importa o nome, todos somados são milhões de pessoas vivendo num espaço urbano enorme, num país maior ainda.
É gente nascida aqui e vinda de todas as partes. De aquém e além mar. Do interior, de outras capitais, do lado de lá da lua cheia.
Todos vivendo e morrendo aqui. Com ódio no coração, mas sem querer ir embora. Criando família.
São Paulo hipnotiza, atrai feito imã, corrompe, faz esquecer as lembranças, deixar pra trás o passado, querer o amanhã com a sede do náufrago cercado de mar.
José corre. José para. Outro José passa ao seu lado. Ele abaixa os olhos, depois olha, mas quando o xará já passou.
O medo é parte da vida. A violência corre solta em todas as quebradas, e fora delas. Mas tocamos em frente, de cabeça erguida, contentes de vivermos aqui.
Voltar
