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TERÇA FEIRA 8 DE DEZEMBRO

Não sei se foi um movimento planejado, uma eventual manifestação de apoio aos norte-americanos pelo transcurso do dia em que se comemora o ataque japonês à base de Pearl Harbour. Pode ser que sim, pode ser que não. Também pode ser alguma outra razão. Quem sabe?

O fato é que na semana passada, na terça feira, 8 de dezembro, o mundo caiu na cabeça dos paulistanos. A chuva veio como quem não quer nada, no final da tarde de segunda feira. Caiu a noite inteira. E continuou na madrugada, e na manhã.

O resultado foi o caos. A terça feira amanheceu com a cidade parada, em função da enorme massa d’água que caiu a noite inteira, tomando de assalto a Marginal do Tietê, graças a inestimável ajuda de uma bomba no rio Pinheiros que fez o favor de não funcionar.

Alguém tem culpa? Claro que tem. Mas aí a história é outra e começa muito antes. Começa no começo de tudo, mais de 400 anos atrás, quando Martim Afonso, apoiado por João Ramalho, fundou a vila de Piratininga em algum lugar do planalto, dando origem ao que é hoje a cidade de São Paulo e seus imensos arredores.

O ponto forte, à época era o rio que corria para o interior. Todo mundo sabia que ele inundava, por isso era proibido morar nas suas várzeas.

Mas tudo muda e em nome da grana a política aceita até as mudanças que não darão certo. Deixaram morar nas várzeas. O resultado está aí, agravado por mais uma pá de idéias erradas que acabaram transformando os rios em esgotos a céu aberto. O atual prefeito tem culpa? Tem. Ele o governador. Mas antes deles tem algumas dezenas de culpados, alguns com culpas bem maiores.

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