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BERRINI E REGIÃO

São Paulo marcha. Desde sua fundação, a cidade caminha pelo planalto, numa saga interminável, iniciada em 1532 e que parece não ter fim, movida por forças desconhecidas da ciência.

Nada se opõe ao seu progresso, nem a sua caminhada. De simples vila de boca de sertão, a metrópole, pulando estágios, abandonando o novo de ontem, criando ruínas, recriando sonhos, abrindo Eldorados na esperança que não morre e na certeza do amanhã melhor.

A bola da vez é a região da Berrini. Prédios maravilhosos surgem do chão feito gigantes de lendas antigas ou monumentos ao progresso a qualquer preço.

O problema é que o pedaço não foi pensado para um processo desta natureza e na velocidade em que aconteceu.

Ruas estreitas desembocam numa única avenida, que faz contraponto para a Marginal, quase sempre, parada.

É verdade, a ponte estaiada é um marco. Linda e imponente em sua forma de Babel querendo abraçar o céu, a ponte faz parte de um complexo que melhorou o caos, mas não é uma solução.

E este é o problema: as soluções definitivas são lentas. Levam anos até serem projetadas e implementadas.

Quem disse que quando estiverem prontas a Berrini ainda será o novo centro da cidade?

Que o diga a Paulista. Em menos de 40 anos, veio, viu e não é mais o que foi. A Berrini tomou seu lugar.

A Juscelino está aí. Viva e pujante. A Nova Faria Lima cruza com ela prédios novos e reluzentes. O trânsito no pedaço já é o caos nosso de cada dia. Então, o que fazer?

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