Cr nicas
A MARRONZINHA EFICIENTE
Não se assuste eu não estou louco. Acontece que temos que tentar ser coerentes. Então se eu vejo algo que merece uma crônica, por mais inusitado que seja, devo trabalhar o tema e transformá-lo em texto para ser lido na Rádio Eldorado.
É o caso do que eu vi na semana passada. Pasme, dei de frente com uma marronzinha eficiente. E mais que eficiente, inteligente, competente, com iniciativa e bom senso.
Não vem ao caso em que esquina ela estava. Não falar é preservá-la da inveja e da vingança de gente interessada em que a CET seja composta apenas por mediocridades reconhecidas como tal, e não por funcionários interessados em ajudar a cidade.
E era o que ela fazia. O tempo todo, quando o semáforo abria e quando o semáforo fechava. Infatigável, ia de uma pista para outra, sempre com jeito, sem agressividade, mas com firmeza, ordenando a bagunça do final de tarde, em vez de multar, como é regra entre seus pares.
Confesso que me emocionei ao vê-la trabalhando. Ah, se todos os marronzinhos fossem, não como ela, mas parecidos, ao menos no interesse de fazer o trânsito andar, em vez de multarem alucinadamente, como se seu destino fosse preencher pules de corrida de cavalo para algum bookmaker mafioso.
A marronzinho trabalhando me fez bem, me fez acreditar que existe esperança, até onde a esperança não te futuro, como nas salas da CET, onde “o quanto pior, melhor” é levado a perfeição por centenas de pessoas que querem o seu no final do mês, e no mais que os outros se danem.
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Não se assuste eu não estou louco. Acontece que temos que tentar ser coerentes. Então se eu vejo algo que merece uma crônica, por mais inusitado que seja, devo trabalhar o tema e transformá-lo em texto para ser lido na Rádio Eldorado.
É o caso do que eu vi na semana passada. Pasme, dei de frente com uma marronzinha eficiente. E mais que eficiente, inteligente, competente, com iniciativa e bom senso.
Não vem ao caso em que esquina ela estava. Não falar é preservá-la da inveja e da vingança de gente interessada em que a CET seja composta apenas por mediocridades reconhecidas como tal, e não por funcionários interessados em ajudar a cidade.
E era o que ela fazia. O tempo todo, quando o semáforo abria e quando o semáforo fechava. Infatigável, ia de uma pista para outra, sempre com jeito, sem agressividade, mas com firmeza, ordenando a bagunça do final de tarde, em vez de multar, como é regra entre seus pares.
Confesso que me emocionei ao vê-la trabalhando. Ah, se todos os marronzinhos fossem, não como ela, mas parecidos, ao menos no interesse de fazer o trânsito andar, em vez de multarem alucinadamente, como se seu destino fosse preencher pules de corrida de cavalo para algum bookmaker mafioso.
A marronzinho trabalhando me fez bem, me fez acreditar que existe esperança, até onde a esperança não te futuro, como nas salas da CET, onde “o quanto pior, melhor” é levado a perfeição por centenas de pessoas que querem o seu no final do mês, e no mais que os outros se danem.
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