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A GRANDE ORDEM DO CAOS

Uma das mais importantes condecorações do mudo é a Grande Ordem do Caos. Se já era reconhecida na época da guerra de Tróia, como homenagem aos guerreiros que entraram no cavalo e colocaram fogo na cidade de Príamo, o que dizer, dos dias de hoje, quando a absoluta ausência de parâmetros éticos baliza as relações humanas.

Por conta disso, a Grande Ordem do Caos passou a ser tão valorizada quanto o Prêmio Nobel. Todos querem recebê-la, mas poucos conseguem chegar lá.

Pela sua importância, a condecoração é outorgada depois da avaliação do candidato por um comitê internacional, composto por gente do porte de Bin Laden, George Bush, Chaves, Cristina Kirchner, o ditador da Coréia do Norte, três aiatolás iranianos, e mais 48 personalidades rotativas, de reputação ilibada, em votação secreta realizada no salão dos fígados do grande palácio de Idi Amim Dada.

Como se vê não é manjar para muitos. Para se chegar lá o cidadão tem que ser realmente capaz.

O Brasil teria nomes de peso para serem apresentados. Afinal na longa história recente de escândalos, bandalheiras ou simples incompetência teríamos algumas centenas de pessoas.

Mas, com certeza nenhum é mais indicado do que o diretor da CET encarregado da área de semáforos.

Este cidadão está em nível único, suficiente para embasar sua indicação para o Conselho Permanente do Prêmio.

O nó que os semáforos dão na cidade deixa no chinelo as estripulias de Castro, de Chaves, de Busch, do Congresso Nacional, etc. A ele a grande Ordem do Caos em nível de Cavaleiro com Diamantes.

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