Cr nicas
A INCOMPETÊNCIA PLASMADA NAS RUAS
Tanto faz a hora que você sai, em algum lugar, mais próximo do que você imagina, vai encontrar o retrato da incompetência enfeitando a rua.
Com suas roupas únicas, de um mau gosto espantoso, de uma cor inacreditável, capaz de fazer uniforme de penitenciária ficar bonito, lá está ele, ou ela: Impassível, soberano, absoluto.
A rua é seu território. Nela eles se superam, abrem os braços, gesticulam, instalam cavaletes, às vezes, até apitam, mas isso é mais raro.
Invariavelmente, estão com um celular no ouvido, falando sabe Deus com quem, enquanto o transito não flui, vagamente se arrasta, preso por atos e omissões de deixar defunto irritado.
Não há muito a ser feito, exceto olhar. E ficar pasmo. A incompetência rescende, brilha, explode impermeável ao bom senso. Surda a qualquer comentário. Refratária a um mínimo de lógica.
Não há espaço para o diálogo. A soberba, soberana dá a eles e a elas a certeza da certeza, ainda que as ruas mostrem o oposto.
Basta se aproximar das alças da Ponte Cidade Jardim para ficar claro que além do afunilamento visto do alto pelo Geraldo Nunes, o congestionamento tem a ajuda inestimável dos marronzinhos de plantão no pedaço.
Mas não é apenas sob a ponte que eles se ultrapassam. Em cima dela é ainda pior. O marronzinho vê o veículo esperto seguindo pela pista exclusiva para quem quer entrar na Marginal, firmemente disposto a seguir em frente, mas não faz nada. Nem sequer apita.
E o drama se repete um pouco a frente, na entrada para Itaim. Lugar complicado. Fazer o que? Nada. Deixa rolar que para tudo e aí fica pior. Na dança da cidade, sorte é não encontrar marronzinho pela frente.
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Tanto faz a hora que você sai, em algum lugar, mais próximo do que você imagina, vai encontrar o retrato da incompetência enfeitando a rua.
Com suas roupas únicas, de um mau gosto espantoso, de uma cor inacreditável, capaz de fazer uniforme de penitenciária ficar bonito, lá está ele, ou ela: Impassível, soberano, absoluto.
A rua é seu território. Nela eles se superam, abrem os braços, gesticulam, instalam cavaletes, às vezes, até apitam, mas isso é mais raro.
Invariavelmente, estão com um celular no ouvido, falando sabe Deus com quem, enquanto o transito não flui, vagamente se arrasta, preso por atos e omissões de deixar defunto irritado.
Não há muito a ser feito, exceto olhar. E ficar pasmo. A incompetência rescende, brilha, explode impermeável ao bom senso. Surda a qualquer comentário. Refratária a um mínimo de lógica.
Não há espaço para o diálogo. A soberba, soberana dá a eles e a elas a certeza da certeza, ainda que as ruas mostrem o oposto.
Basta se aproximar das alças da Ponte Cidade Jardim para ficar claro que além do afunilamento visto do alto pelo Geraldo Nunes, o congestionamento tem a ajuda inestimável dos marronzinhos de plantão no pedaço.
Mas não é apenas sob a ponte que eles se ultrapassam. Em cima dela é ainda pior. O marronzinho vê o veículo esperto seguindo pela pista exclusiva para quem quer entrar na Marginal, firmemente disposto a seguir em frente, mas não faz nada. Nem sequer apita.
E o drama se repete um pouco a frente, na entrada para Itaim. Lugar complicado. Fazer o que? Nada. Deixa rolar que para tudo e aí fica pior. Na dança da cidade, sorte é não encontrar marronzinho pela frente.
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