Cr nicas
A BAIXADA DO GLICÉRIO
Quem lê Silvia Pélica na Liberdade, o genial livro para crianças, escrito por Alfredo Mesquita, descobre que já no final do século 19, ao lado da Liberdade ficava a Baixada do Glicério.
E ela continua lá, só que hoje mais mal afamada do que há pouco mais de um século.
A Baixada do Glicério é a região que começa atrás do Tribunal de justiça e desce em direção da várzea do Tamanduateí. Feia, suja, mal tratada, antro de pesada criminalidade, confesso que cada vez que passo pelo pedaço, passo com um certo receio.
A região não inspira outro sentimento. Sua decadência, abandono e falta de limpeza, com os casarões desmoronando e os edifícios mostrando desde a porta a mais cruel degradação, não inspiram sentimentos belos, nem sensação de segurança, nem nada que não assuste ou fale mal de São Paulo.
Confesso que não sei se tinha que ser assim. Pode ser que não, mas aí vai muita falta de atenção de anos de administração pública desinteressada dos problemas daquele bairro.
Então, o jeito é recomeçar do começo. Pensar numa forma inteligente de ligar a recuperação do Glicério a algum programa do tipo dos implantados na Cracolândia.
Ainda que de maturação lenta, são a única saída para resgatar uma região que pode ficar importante dentro do futuro urbano da metrópole.
Afinal, não podemos esquecer que em volta existe toda a malha de serviços essenciais para uma cidade moderna. Basta estende-los até o Glicério para se criar um novo bairro, com condições de vida dimensionadas para atender bem a população.
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Quem lê Silvia Pélica na Liberdade, o genial livro para crianças, escrito por Alfredo Mesquita, descobre que já no final do século 19, ao lado da Liberdade ficava a Baixada do Glicério.
E ela continua lá, só que hoje mais mal afamada do que há pouco mais de um século.
A Baixada do Glicério é a região que começa atrás do Tribunal de justiça e desce em direção da várzea do Tamanduateí. Feia, suja, mal tratada, antro de pesada criminalidade, confesso que cada vez que passo pelo pedaço, passo com um certo receio.
A região não inspira outro sentimento. Sua decadência, abandono e falta de limpeza, com os casarões desmoronando e os edifícios mostrando desde a porta a mais cruel degradação, não inspiram sentimentos belos, nem sensação de segurança, nem nada que não assuste ou fale mal de São Paulo.
Confesso que não sei se tinha que ser assim. Pode ser que não, mas aí vai muita falta de atenção de anos de administração pública desinteressada dos problemas daquele bairro.
Então, o jeito é recomeçar do começo. Pensar numa forma inteligente de ligar a recuperação do Glicério a algum programa do tipo dos implantados na Cracolândia.
Ainda que de maturação lenta, são a única saída para resgatar uma região que pode ficar importante dentro do futuro urbano da metrópole.
Afinal, não podemos esquecer que em volta existe toda a malha de serviços essenciais para uma cidade moderna. Basta estende-los até o Glicério para se criar um novo bairro, com condições de vida dimensionadas para atender bem a população.
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