Cr nicas
VIOLÊNCIA, VIOLÊNCIA E MAIS VIOLÊNCIA

Não é um fenômeno brasileiro. No mundo todo, a violência vai atingindo picos inacreditáveis, em ações de terroristas, de bandidos, de maridos, de esposas, de filhos e de país, numa sucessão de horrores de deixar o filme de terror mais pesado com jeito de história da Carochinha.

Quem sabe a ausência de uma guerra de grande porte tenha algo a ver com isso. As guerras atuais são pequenos conflitos regionais, fechados num universo geográfico relativamente restrito, sem conseqüências mais fortes para o resto do planeta.

O resultado é que as guerras se transformaram em produtos de televisão, que depois viram filmes, com heróis generosos tomando o lugar dos combatentes verdadeiros.

Da mesma forma, a realidade das favelas vai sendo mitificada, com traficantes confundidos com Robin Hood e outros heróis que roubavam dos ricos para dar aos pobres.

No campo, a violência acha forma de se esconder em hipotéticas lutas sociais levadas a cabo por quem quer mudar o regime e que simplesmente não acredita na democracia.

E o transito cobra sua quota de vidas, que no Brasil atingem mais de 30 mil todos os anos.

A falta de valor para a vida humana atinge patamares inacreditáveis, fáceis de verificar na crueldade dos assaltantes.

Crimes de todos os tipos e jeitos acontecem com uma freqüência irritante.

Para nós, míseros mortais, moradores das cidades grandes, resta antes de tudo rezar e, depois, se der jeito, correr. Da bala perdida, do bandido, da polícia e das autoridades que deveriam cuidar da gente.

Voltar