Cr nicas
A CERTEZA DA PRIMAVERA
Eu sei que a primavera tem data e hora para entrar em cena. Mas isso é no papel, na teoria. Na prática a coisa é de outro jeito. Nem sempre a teoria se acerta com os fatos e aí as certezas deixam de ser tão certas.
Em época de aquecimento global, numa cidade famosa, mesmo antes disso, por ter as quatro estações num único dia, afirmar que a primavera começou porque está escrito que ela começa no dia tal, a tal hora é no mínimo uma temeridade.
A natureza não respeita o que o ser humano acha. E se não concorda com ele, simplesmente não toma conhecimento de toda a ciência e sapiência típica da espécie, mas que serve para muito pouco, na luta louca da realidade do mundo.
Eu tenho parâmetros rígidos para determinar o começo da primavera. Não basta ser o dia certo, tem que haver muito mais. E este muito mais é transmitido na forma de sinais claros, que confirmam a chegada da nova estação, independentemente de estar quente ou frio, chovendo ou com sol.
Durante anos, meu referencial foi a pitangueira plantada na frente da casa de uma vizinha que ficou muito amiga da família, Dona Iolanda.
A pitangueira de dona Iolanda não impera mais absoluta porque, hoje, também tenho uma pitangueira no meu jardim.
Mas ainda assim, vendo minha pitangueira carregada de frutos vermelhos, pego a bicicleta e pedalo até a casa da D. Iolanda, para ter certeza que de que a primavera chegou, plasmada na sua pitangueira.
E ela está lá. Carregada. Cheia de frutos, bons de serem comidos no pé. Viva a primavera. Os sinais cósmicos não mentem. São as pitangas da dona Iolanda que confirmam sua chegada.
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Eu sei que a primavera tem data e hora para entrar em cena. Mas isso é no papel, na teoria. Na prática a coisa é de outro jeito. Nem sempre a teoria se acerta com os fatos e aí as certezas deixam de ser tão certas.
Em época de aquecimento global, numa cidade famosa, mesmo antes disso, por ter as quatro estações num único dia, afirmar que a primavera começou porque está escrito que ela começa no dia tal, a tal hora é no mínimo uma temeridade.
A natureza não respeita o que o ser humano acha. E se não concorda com ele, simplesmente não toma conhecimento de toda a ciência e sapiência típica da espécie, mas que serve para muito pouco, na luta louca da realidade do mundo.
Eu tenho parâmetros rígidos para determinar o começo da primavera. Não basta ser o dia certo, tem que haver muito mais. E este muito mais é transmitido na forma de sinais claros, que confirmam a chegada da nova estação, independentemente de estar quente ou frio, chovendo ou com sol.
Durante anos, meu referencial foi a pitangueira plantada na frente da casa de uma vizinha que ficou muito amiga da família, Dona Iolanda.
A pitangueira de dona Iolanda não impera mais absoluta porque, hoje, também tenho uma pitangueira no meu jardim.
Mas ainda assim, vendo minha pitangueira carregada de frutos vermelhos, pego a bicicleta e pedalo até a casa da D. Iolanda, para ter certeza que de que a primavera chegou, plasmada na sua pitangueira.
E ela está lá. Carregada. Cheia de frutos, bons de serem comidos no pé. Viva a primavera. Os sinais cósmicos não mentem. São as pitangas da dona Iolanda que confirmam sua chegada.
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