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TÁXI ESPECIAL NO RIO DE JANEIRO

Durante anos eu peguei os taxis prateados do Aeroporto Santos Dumont no Rio de Janeiro. Eram sinônimos de segurança, numa cidade cada vez mais ameaçada e mais ameaçadora.

Cada vez que escutava estórias de falsos taxistas atuando na região dos aeroportos e depois assaltando os passageiros, sempre achei que o dinheiro a mais, pago com o táxi prateado era investimento e que compensava com larga margem a segurança de estar de bem com a vida, aproveitando para olhar uma das cidades mais lindas do mundo.

Agora tudo mudou. No dia 18 de setembro, por volta das onze e meia da manhã, eu tive uma experiência no mínimo inusitada com um taxi prateado, tomado no ponto do Aeroporto Santos Dumont, para me levar até a Avenida Rio Branco, onde eu tinha uma reunião marcada.

Quem conhece o centro do Rio de Janeiro sabe que não estou falando de grandes distâncias, ou caminhos mirabolantes. Do aeroporto até a Avenida Rio Branco é um pulo de no máximo de dez minutos.

Pois bem, trajeto feito, o cidadão me diz que vai me deixar na esquina, porque tinha que seguir para o outro lado e que corrida custava dezessete reais.

Se custasse dez, estaria cara. Mas não tem muito sentido brigar com um motorista de taxi por dez reais. Então disse a ele que pagaria, mas que estava sendo roubado. Que aquele preço era um assalto e que ele não havia ligado o taxímetro.

O cidadão ficou meio sem graça, disse, sem jeito que era por conta de uma tarifa única, que, evidentemente não existe. Eu lhe dei o dinheiro, voltei a dizer que estava sendo roubado e desci. O resultado é que não pego mais os taxis prateados do Aeroporto Santos Dumont.

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